Partidos ao meio
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Em algumas ocasiões é mais fácil calar do que falar, virar a cara do que olhar, tapar os ouvidos para não ouvir. Sempre é mais fácil fingir que algumas realidades não existiram.
Sem dúvida, há situações em que não podemos nos esquivar, por mais que tentamos. No momento atual da história humana, quando a instituição matrimonial está em descrédito e onde a cada vez mais pessoas enfrentam o dilema do divórcio, a separação de fato e o problema de ter os filhos que crescem sem a presença de algum dos progenitores, encarar o tema não é só importante mas também nos obriga a pensar na necessidade de olhar algumas situações, ainda que não nos agrade.
Ninguém está livre de enfrentar o divórcio.
É provável que alguns adultos não saibam da dimensão do dano emocional que sofrem os filhos de divorciados. Em muitos sentidos, a maioria se ocupa com casais que estão tendo conflitos matrimoniais, mas, sem dar a devida importância a quem padece de maneira passiva pela separação de seus pais. Não é fácil ser filho e é muito mais difícil ser-lo de alguém que tem decidido por fim a uma relação marital.
Este livro se concentra nos filhos, não nos pais. A ênfase é informar o que se passa pela mente de uma criança ou jovem cujos pais decidem apartar-se.